Me foi dado ontem, em meio a toda essa correria de ENEM a proposta de um tema que provavelmente cairá no mesmo pela maior amplitude que tem tido na atualidade.
É um assunto muito tentador e recorrente a diversas discussões e opiniões. De acordo com a proposta da redação e mais algumas observações (destacadas), colocarei aqui meu texto.
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Proposta: "ABORTO; uma questão policial, política , religiosa, social ou pessoal?"
Assim como em vários outros países, no Brasil o aborto é proibido exceto em casos de estupro e fator de risco à mãe de acordo com as leis judiciais. Mal se toca no assunto para logo criar discussões e argumentos a favor de cada opinião. Tendo o nosso país como uma mistura de raças e tradições, vemos que traz de fora uma grande influência dos ideais impostos pela maioria como por exemplo o das religiões.
A lei judicial quanto a isso nada mais é que uma mistura do que as igrejas de maiores adeptos empregam na sociedade. Se tratando de um assunto polêmico, isso o traz a uma certa acomodação da sua situação atual, pois um candidato político nunca se diria a favor colocando assim em risco sua campanha, sendo assim a maioria contra. Assim podemos dizer que o aborto é um tema envolvendo todos os aspectos sociais, sem exceção.
Levando em conta também o lado moral, ninguém melhor que a mãe pra saber sua futuras condições financeiras, psicológicas, etc. E mesmo proibindo esse ato, não vai impedir de mulheres muitas vezes no desespero, recorrerem ao ato de interrupção da gestação também em condições precárias, com sua vida correndo risco e arrombando os cofres públicos com os milhares de gastos em saúde pública ao atender sem o devido preparo, mulheres nos seus últimos gramas de sangue.
Ainda que contra gerar essa criança e do mesmo como único caminho levando-a para adoção, sejamos francos quanto a esta hipocrisia. A maioria das pessoas a adotarem criam requisitos de perfeição como crianças brancas, "perfeitas", do cabelo liso, gerando assim um individuo mal formado, crescido na amargura do esquecimento do amor materno. Mas ainda que leve por esse lado, tem a questão do direito de vida desse feto, assim que abortando-o será de mesmo efeito a interromper a vida de uma criança de dois ou três anos.
Pode-se assim confirmar meus queridos, que quanto a um assunto tão polemico qnto a este, os argumentos do lado mais critico são mais concretos e maiores que o a favor de tal. Podemos ver que é um assunto deixado de lado e mal-explorado levado assim a sempre ter a maioria e seguido por pessoas que seu unico argumento é colocar o nome de Deus em vão e dizer ser a favor da vida. Mas essas mesmas pessoa a favor, pensam no lado pratico? quando se coloca numeros, absurdos numeros de abortos clandestinos, como na sua maioria por pessoas de baixa renda e feitos em situações precaria.
Aqui neste mesmo Brasil, são feitos cerca de 2,5 milhões de abortos por ano, o que equivale a um total de 6850 POR DIA; 258 POR HORA e 5 POR MINUTOO!!! tendo em comparação mundial em 2005 (não muito longe da atualidade) a OMS divulgou que número de casos de gravidez não desejada em todo o planeta é de 87 milhões por ano e que 68 mil mulheres morrem em decorrência de abortos feitos sem condições de segurança. Em relação ao Brasil, 31% dos casos de gravidez terminam em abortamento, ou seja, 1,4 milhão de abortamentos espontâneos ou inseguros, conforme dados do Ministério da Saúde.
Isto eu achamo de realidade! E quem garante em enfrenta-la? citando algo do meu ultimo post, estamos muito bem do jeito que estamos, sem esforço de ir em busca do que nos é de direito por 'dar muito trabalho'.. e é ai onde erramos!
Concluindo minha idéia meus caros,
O que se deve, antes de deixar proibido ou liberar, é tentar levar informação ao povoado carente, tendo em vista ai a maior parte dos casos. O brasileiro ainda é muito 'imaturo' para decidir tais questões, principalmente quando não se tem um opinião própria. A forma como isso talvez chegasse a conclusão mais convincente, é chegar e abrir esse assunto com o povo e mostrar a melhor forma com a idéia de melhoria a todos.
Como diria Aristóteles, "às vezes a melhor coisa que pode lhe acontecer é não ter nascido"